NBHA BRASIL MOSTRA SUA FORÇA REALIZANDO A II COPA DOS ESTADOS: MAIOR EVENTO INTERESTADUAL DO PAÍS(Luis Almeida)-02/07/2014

No período de 19 a 21 de Junho de 2014, dentro da programação da Super Semana do Tambor no Haras Raphaela em Porto Feliz – SP, a NBHA Brasil realizou a II Copa dos Estados com a presença de 13 delegações estaduais de todas as regiões do país.

Com organização impecável, a II Copa dos Estados propiciou aos estados do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins uma oportunidade ímpar de, além representarem sua terra, poderem compartilhar experiências com os vários distritos NBHA espalhados pelo território brasileiro.

A seguir, de maneira resumida, por ordem alfabética, será relatada, por estado participante, um resumo de sua participação na competição, desde a sua chegada à São Paulo até o resultado final da II Copa dos Estados:

AMAZONAS

A delegação amazonense chefiada pelo representante NBHA Camilo Dias trouxe para representá-la os competidores Marcus Aurélio e Carolina Frota, esta acompanhada de seu pai Paulo Frota. Chegaram à São Paulo no dia 16 de junho e logo se dirigiram ao Haras Raphaela onde puderam assistir ao curso da treinadora Deean Kirkpatrick, na categoria de ouvintes, como cortesia especial da NBHA Brasil.

Entusiasmado com a primeira oportunidade que cavaleiros amazonenses tinham para sair de seu estado e competir em uma pista tão especial quanto a do Haras Raphaela, o Chefe da delegação Camilo Dias não poupou elogios à iniciativa da NBHA Brasil que disponibilizou hospedagem, alimentação e traslado para as equipes estaduais, possibilitando uma importante diminuição nos custos da viagem, fato que veio favorecer fortemente a vinda das delegações para o evento.

No primeiro dia de competição, quinta-feira, dia 19, a dupla amazonense se saiu muito bem e, com passadas firmes dos seus competidores, obteve a quinta melhor somatória entre todos os treze estados presentes, com os tempos de Carolina Frota montando Reed Creek Times KRB de 18,330 s e Marcos Arildo montando Mr. Peppy James com 18,302 s. Foi contagiante, mais uma vez, a vibração do Camilo que voltou a afirmar ser aquele um sonho realizado e que certamente serviria de incentivo para o desenvolvimento do tambor no Amazonas.

O segundo dia, com cavalos mais complicados, a equipe do Amazonas, por infelicidade, derrubou o tambor na passada da amazona Carolina Frota com Estrela Cody Moon cravando o tempo de 22,970 s, o que elevou sua somatória, mesmo com a passada do Marcos Arildo que cravou 17,690 montando La Chica Zorra, passando então a ocupar o oitavo lugar no geral. Mesmo com o resultado, a equipe foi elogiada pela destreza e habilidade na condução dos animais que eram completamente desconhecidos dos competidores, dificultando o trabalho dos cavaleiros. No segundo dia, quando do desfile das delegações, o Presidente da NBHA Brasil Marcelo Delchiaro destacou em seu discurso, de forma emocionada, a presença do Amazonas no evento, elogiando o trabalho árduo em prol da modalidade desenvolvido naquele estado pelo distrito amazonense.

No dia decisivo, sábado, 21 de junho, a tensão e o nervosismo estavam refletidos no semblante de todos os competidores e Chefes de delegação, pois seria a rodada decisiva e todos os estados tinham chance de ganhar a competição. O primeiro da equipe a passar foi a Carolina Frota com Manolo que infelizmente, por erro de percurso levou SAT, sendo obrigada a descartar esse tempo, por ser o mais alto da competidora. Em seguida, no rodízio entre os estados foi a vez do Marcos Arildo no cavalo Doc Ta Fame EK, que também fez seu pior tempo, 23,684 s, com uma penalidade, restando também descartado essa sua passada.

Após finalizadas as passadas de todas as delegações, com a decisão tendo efetivamente se dado no último dia, foi divulgado o resultado final, com o Amazonas conseguindo o décimo lugar entre os treze participantes, fato que não abateu em nada a equipe aguerrida quem se não tivesse sido penalizada com 5 s pela derrubada do tambor com Carolina Frota em sua segunda passada teria alcançado um resultado surpreendente aparecendo entre os cinco primeiros estados classificados.

Na divulgação do resultado, a equipe foi premiada com certificado de participação pela NBHA Brasil e, mais uma vez, com o depoimento do Presidente Marcelo Delchiaro que elogiou o desempenho da delegação amazonense e a garra de seu Coordenador Camilo Dias em tudo fazer para que o Amazonas estivesse presente no evento.

Em seu depoimento final, Camilo Dias ressaltou o orgulho que tinha em estar ali com a briosa equipe amazonense que tão bem representara o seu Estado, demonstrando que estavam no caminho certo e, mesmo que a caminhada tivesse muitas dificuldades, essa seria só a primeira das muitas vezes que o Amazonas se faria representar em eventos dessa natureza. E acrescentou: com certeza, os demais esportistas do seu estado passariam a acreditar e investir mais nas provas locais, buscando uma aprimoramento cada vez maior dos animais e competidores locais, que já nessa competição demonstraram estar aptos a competir em qualquer lugar de nosso país.

ACRE

O Acre teve como representante Chefe da delegação Carlos Alberto Medeiros e como competidores Rodiney Ramos e Carla Almeida. Sua chegada em São Paulo se deu no dia 15 de junho, participando desde logo do curso oferecido gratuitamente pela NBHA Brasil com a renomada treinadora americana Dena Kirkpatrick, já no recinto da competição o Haras Raphaela.

Já tendo participado de três competições no local do evento, inclusive com cavalos vindos do longínquo estado, os competidores acreanos estavam na expectativa de saber que cavalos iriam montar na prova, visto que os animais seriam desconhecidos de todos e sorteados para rodízio entre as diversas delegações.

Na quinta-feira, dia 19, primeiro dia de competição, os acreanos mostraram que estavam preparados para brigar pelo título, obtendo logo o melhor dentre todos os tempos do 1º GO, 17,132 s com Rodiney Ramos e ST Rambla, ficando a Carla Almeida com Brigalena Billy Boy, já penalizada com 23,373 s.

No dia seguinte, o cavaleiro Rodiney Ramos cravou 17,887 s montando o animal Reed Creek Times KRB, mantendo-se na casa dos dezessete segundos. A melhor passada da equipe, desta vez, foi de Carla Almeida que com 17,165 segundos montando Mr Peppy James, fez o público vibrar com uma passada perfeita. Mais uma vez a equipe acreana demonstrava ser uma forte candidata ao título da II Copa dos Estados.

O último dia foi recheado de tensão para todas as delegações, pois todos continuavam na disputa do título, pois haveria os descartes do pior tempo de cada cavaleiro transformando o sábado no dia decisivo da competição. Entrando na pista como primeiro participante do Acre, Rodiney Ramos montando Estrela Cody Moon cravou seu melhor tempo na prova com 17,057 s, demonstrando toda a sua perícia e destreza na modalidade. Na expectativa da passada de Carla Almeida, a torcida acreana vibrou quando a amazona montando La Chica Zorra administrou bem as dificuldades do animal e cravou 18,518 s, mantendo as esperanças de um almejado primeiro lugar para os acreanos.

E outro não foi o resultado final. Com a somatória geral de 69,872 s, já realizados os descartes, a equipe do Acre se sagrou com brilho a Campeã da II Copa dos Estados, tendo como destaque a média obtida pelo cavaleiro Rodiney Ramos de 17,095 s, a segunda melhor de todo o evento. Importante destacar também o desempenho de Carla Almeida que, com 17,165 s no segundo dia, cravou o sextos melhor tempo de toda a competição.

BAHIA

A Bahia foi representada pelos cavaleiros Renato Cabral e Renata Lauck, esta também chefiando a delegação baiana. Demonstrando o interesse pelo curso ministrado por Dena Kirkpatrick, Renato Cabral foi um dos primeiros a chegar ao Haras Raphaela já no domingo dia 15, acompanhando atentamente os ensinamentos da americana. Vale ressaltar a solidariedade deste integrante da equipe da Bahia que, ainda no domingo, foi a Guarulhos buscar um dos integrantes da equipe cearense que estava chegando ao àquele aeroporto onde nunca estivera antes, denotando o espírito de companheirismo e solidariedade que iria predominar em todo o evento.

No primeiro dia, a Bahia foi penalizada com 5 s na passada de Renato Cabral montando Mr. Peppy James ficando com o tempo de 23,081 s. Renata Lauck em sua passada com Estrela Cody Moon cravou 17,482 s e manteve acesa a esperança baiana em uma boa colocação.

O segundo dia foi mais feliz para Renato Cabral que montando a fêmea La Chica Zorra cravou 18,276 s. Infelizmente, Renata Lauck com o animal Manolo derrubou 2 tambores, tendo 2 penalidades totalizando 10 s, cravando o tempo final de 27,284 s numa passada audaciosa que, se não penalizada, poderia levar o Bahia às primeiras colocações do certame.

E, como de praxe, nesse tipo de evento, a decisão final estava condicionada às passadas do último rodízio, sendo que este não foi dos mais proveitosos para a equipe baiana. Renato Cabral com Doc Ta Fame Ek cravou 23,546 s com uma penalidade, sendo que a amazona Renata Lauck montando Poka Coysa obteve um SAT por erro de percurso, tendo ao final a equipe baiana totalizado 86,123 s, já com os descartes, ficando na última posição entre os estados participantes.

Embora não tenha obtido uma colocação à altura da qualidade de seus cavaleiros, os dois competidores da Bahia representaram seu estado com garra e fibra, mostrando a todos o valor e a competitividade do povo baiano. Nessa disputa onde a sorte é um dos fatores fundamentais para o sucesso da dupla, pois o sorteio dos cavalos e a ordem de entrada são demasiado importantes para a obtenção de melhores resultados, a estratégia da equipe baiana não foi favorecida, ficando com certeza para a próxima Copa dos Estados a colocação da Bahia na dianteira dos demais estados.

Certo é que a Bahia é um estado que será de suma importância para o desenvolvimento dos três tambores no Nordeste, não só pela sua localização geográfica vizinha ao Sudeste, mas também pela forte presença de cavaleiros e amazonas qualificados, tropa de excelente qualidade e núcleos das modalidades em regiões do estado como Barreiras e Luis Eduardo Magalhães que possuem circuitos organizados com prática destacada da modalidade.

CEARÁ

O Ceará foi representado pelos cavaleiros Francisco Ednaldo e Elenir Forte, comandados pela Coordenadora Uiana Diógenes. Já no dia 15 de junho se deu a chegada do Francisco Ednaldo que acomodado no próprio Haras Raphaela, assistindo ao curso da Dena Kirkpatrick aguardou a chegada de sua companheira de equipe no dia 17 de junho, ambos participando até o final do treinamento oferecido gratuitamente pela NBHA Brasil com a renomada treinadora americana,

No início da Copa dos Estados, a equipe alencarina entrou em pista com Elenir Forte montando Poka Coysa conseguindo um excelente tempo de 17,793 s, mostrando a fibra da mulher cearense. Efetuado o rodízio, chegou a vez de Francisco Ednaldo com Lancaster James que não conseguiu o entrosamento ideal com seu animal cravando o tempo de 19,474 s.

No segundo dia, os competidores do Ceará demonstraram que estavam dispostos a brigar pelo título e com Elenir Forte com Cream Times FF e Francisco Ednaldo com Shady Dash Fame Ek cravaram 18,414 s e 18, 420 sm tempos que os colocaram em terceiro lugar dentre os treze estados naquele momento.

E, chegado o último e decisivo dia, todos os estados com chances matemáticas de chegar ao título, o Ceará foi à pista com Elenir Forte montando Royal Flat conseguindo o tempo de 17,597 s que colocava o estado entre os melhores da tarde. Na sua vez, Francisco Ednaldo com a égua ST Rambla alcançou a marca de 17,334 s, marca que não foi suficiente para que o estado chegasse ao título, pois com a somatória de 71,144 s, conseguiu um honroso quinto lugar entre os treze participantes.

A equipe alencarina mostrou que o estado possui cavaleiros e amazonas extremamente capacitados para a modalidade dos três tambores, sendo de suma importância que o esporte seja cada vez mais praticado nesse estado que tem grande tradição na vaquejada, mas já começa a mostrar que pode desempenhar um papel preponderante no tambor e na baliza, pois tem criadores de destaque no cenário da equinocultura nacional.

A realidade atual do Ceará nas modalidades de tambor e baliza indica um fortalecimento das competições esportivas, sendo necessária a união dos esforços de todos para que esse resultado conseguido por sua equipe em terras paulistas na II Copa dos Estados sirva de estímulo para a adoção de novas iniciativas que contribuam para que hajam cada vez mais provas e circuitos locais organizados, assim como se possa incentivar o intercâmbio com os demais estados do norte e nordeste, colocando o estado no local de destaque no cenário nacional.

GOIÁS

O Estado de Goiás teve em sua equipe os cavaleiros Renato Ribeiro e Viviane Gratão, comandados pelo Coordenador Igor Melo. Os competidores participaram do Curso com Dena Kirkpatrick e ambos ficaram muito satisfeitos com a oportunidade dada pela NBHA Brasil de poderem reciclar seus conhecimento com a experiente treinadora americana.

Já no primeiro dia, a equipe goiana demonstrou ser forte candidata ao título de campeã da Copa dos Estados, marcando excelentes tempos em suas passadas. A amazona Viviane Gratão cravou 17,712 s montando Doc Ta Fame e Renato Ribeiro com Poka Coysa obteve o tempo de 18,059 s.

No dia seguinte, mais uma vez Goiás obteve bons resultados, o que fez com que a equipe acabasse o dia como a melhor colocação de todos os estados. Viviane Gratão montando Lancaster James cravou 18,443 s, sendo o melhor tempo desta vez de Renato Ribeiro que marcou 17,974 s com o animal Cream Times FF.

No terceiro dia, o último da competição, a equipe goiana buscava passadas que assegurassem a manutenção da primeira colocação, o que não era fácil, pois todos os estados mantinham esperança de chegar ao topo. Sendo a primeira da equipe a entrar em pista, Viviane Gratão com Shady Dash Fame Ek, em uma passada espetacular, cravou 17,081 s, mantendo vivas as esperanças do título para seu estado. Na sua vez, Renato Ribeiro montando Royal Flat conseguiu o tempo de 17,840 s, deixando para a apuração final de todos os tempos a expectativa grande da colocação do estado.

E, quando anunciado o resultado final, a equipe goiana tendo ficado com a terceira colocação entre todos os treze estados participantes, ficou patente a alegria dos competidores e do coordenador de Goiás que, mesmo deixando escapar por pouco o título de campeão, estavam extremamente felizes com o desempenho do seu estado, pela primeira vez participando de um evento interestadual dessa natureza.

Certo que a regularidade e firmeza da equipe goiana, única a não ser penalizada em nenhuma de suas passadas, mostrou a perícia e habilidade de seus integrantes, indicando que nesse grande estado brasileiro, de forte tradição rural com destaque para o laço,  há um forte desenvolvimento da prática da modalidade de tambor, fato que certamente deixará sua equipe cada vez mais competitiva nas próximas edições da Copa dos Estados.

Segundo seu coordenador Igor Melo, fortes investimentos em pistas, treinadores e animais estão sendo realizados em Goiás fazendo com que haja certeza de que a cada ano o tambor se fortaleça cada vez mais no Estado, com a entrada de novos praticantes e a realização de provas e circuitos locais.

MARANHÃO

O estado do Maranhão, o primeiro distrito NBHA criado no norte e nordeste do Brasil, foi representado pelo coordenador Luis Almeida e os competidores Ana Simões e Rafael Leite. Apesar da sua chegada ter se dado apenas no dia 17 de junho, logo se deslocaram até o Haras Raphaela onde puderam usufruir do curso com Dena Kirkpatrick, gentilmente oferecido pela NBHA Brasil às delegações de todos os estados.

A expectativa era grande por parte dos competidores maranhenses e, já no primeiro dia, os resultados obtidos demonstraram que os maranhenses estavam focados em atingir uma boa colocação. Rafael Leite montando Matika James, animal novo e extremamente difícil de tocar, marcou o tempo de 20,875 s, infelizmente abaixo do potencial do cavaleiro. Já Ana Simões montando a égua ST Rambla mostrou a sua habilidade e cravou 17,191 s, este o segundo melhor tempo do primeiro dia de competição.

O segundo dia da equipe maranhense foi abalado com a notícia do falecimento do genitor do cavaleiro Rafael Leite, fato que o deixou bastante abalado, tendo inclusive se cogitado a possibilidade de sua substituição, o que não se mostrou necessário, tendo o competidor com extrema coragem e resignação permanecido na competição. Primeiro a entrar em pista, Rafael Leite cravou 18,761 s com o animal Briganlena Billy Boy, sendo que Ana Simões montando Reed Creek Times marcou o tempo de 17,608 s, mantendo as esperanças do time maranhense em conseguir uma boa colocação.

No dia decisivo, onde seriam dadas as últimas passadas de cada equipe, o Maranhão estava na quarta colocação e, assim como os demais estados, aguardava com ansiedade o começo da disputa final. Em sua passada, Rafael Leite com o animal Mr Peppy James cravou 17,761 s e melhorou a sua somatória individual, com  descarte do tempo do primeiro dia. Ana Simões que vinha com uma excelente média nas duas passadas anteriores, não foi feliz montando Estrela Cody Moon e acabou penalizada com SAT, descartando assim a sua terceira passada.

A decisão final se mostrava apertada com os coordenadores dos estados fazendo cálculos para saber quem seriam os primeiros colocados. O anúncio da classificação geral colocou o Maranhão na sexta posição entre os treze estados participantes, com uma diferença de milésimos para o segundo colocado, fato que deixou extremamente feliz a delegação gonçalvina que considerou bastante positiva a participação no certame.

Segundo Luis Almeida, coordenador da equipe, o resultado demonstra que o estado está no caminho certo, pois tem investido fortemente no tambor e na baliza, já tendo realizado seis circuitos estaduais, iniciando em julho de 2014 o VII Circuito Maranhense de Tambor e Baliza.

PARÁ

A equipe paraense foi formada pelos cavaleiros Luciano Vilela e Thiago Pereira, sendo este último também o coordenador do estado. Em função da distância do estado e outros compromissos só puderam chegar ao Haras Raphaela no dia 18 de junho, podendo ainda comparecer ao final do curso da Dena Kirkpatrick, oferecido pela NBHA Brasil a todos os competidores participantes da Copa dos Estados.

Com a experiência adquirida pelo cavaleiro Thiago Pereira, um dos representantes do Brasil no Panamá, o Pará tinha a expectativa de fazer bonito no evento. No primeiro dia, porém, justamente Thiago Pereira montando Shady Dash Fame Ek, como o primeiro conjunto a entrar na pista, cometeu erro de percurso, recebendo SAT, acumulando 120,00 s em sua passada. Na sua vez, Luciano Vilela com Matika James fez o tempo de 19,628 s, administrando as dificuldades apresentadas pelo animal, novo de prova.

No segundo dia, o Pará veio com toda a força e a expectativa de reverter o resultado do dia anterior que o deixara nas últimas colocações. Thiago Pereira com ST Rambla cravou impressionantes 16,674 s, melhor passada de toda a competição. Luciano Vilela, desta vez montando Brigalena Billy Boym fez o tempo de 18,527 s, mantendo o time paraense no páreo para alcançar uma boa classificação.

E veio o terceiro dia, decisivo para todos os estados que, numa final emocionante, tinham chance de conseguir os primeiros lugares, restando completamente indefinido o panorama do certame. Thiago Pereira mais uma vez mostrou sua habilidade e, com o animal Reed Creek Times KRB, fez o tempo de 17,492 s, obtendo uma das melhores somatórias das suas passadas a serem computadas. Luciano Vilela, cavaleiro que corre na categoria master no Estado do Pará, também mostrou a que veio e, montando Mr Peppy James cravou 17,774 s, ficando o time paraense na expectativa de ter alcançado uma boa colocação entre os treze estados presentes.

No anúncio da classificação geral, os paraenses puderam vibrar bastante com o título de reservado campeão da II Copa dos Estados, feito de grande significado para esse grande estado do norte do país. Com certeza, esse resultado vai estimular ainda mais a prática do tambor e da baliza no estado, hoje um dos exemplos de crescimento organizado nessas modalidades, com a realização de provas em todo o território paraense, difundindo para cada vez mais competidores a possibilidade de se integrarem à família do tambor, através do campeonato paraense que já se encontra em sua terceira edição, iniciada em maio com uma grande prova em Marabá-PA.

PARANÁ

O estado do Paraná e hoje sem dúvida a segunda força do tambor no país, possuindo um campeonato NBHA forte e estruturado e cavaleiros altamente capacitados com criatórios de ponta e renome nacional. Para representá-lo, o Paraná contou com a experiência do grande Vagner Simionato (Vaguinho) e o Edson José da Silva (Farol), ambos comandados pela coordenadora Marli Faria, uma das referências do esporte equestre no Brasil.

Com esse grande time, já no primeiro dia o time paranaense foi em busca do título, alcançando a melhor somatória entre os estados presentes, com Vaguinho conseguindo o tempo de 17,562 s montando Brigalena Billy Boy e Edson José da Silva com Reed Creek Times cravando 17,206 s, tempos que só vieram reforçar o favoritismo do Paraná.

No segundo dia, como é possível em toda competição de tambor onde a possibilidade de uma penalidade está sempre presente, a equipe do Paraná não conseguiu a mesma performance do dia anterior, sendo que Vaguinho com o animal Mr Peppy James mostrou porque é um dos mais premiados cavaleiros do Brasil, cravando 17,133 s. Na segunda passada da equipe, Edson José da Silva, o Farol, não conseguiu evitar a derrubada de um tambor e, já penalizado, obteve o tempo de 22,224 s, com o animal Estrela Cody Moon.

No terceiro dia, ainda era grande a possibilidade do Paraná se consagrar campeão, pois como os descartes obrigatórios, a somatória paranaense, dependendo das passadas do último dia, poderia estar entre as melhores do evento. Novamente, Vaguinho montando, desta vez, La Chica Zorra marcou um tempo na casa de dezessete segundos, com 17,626 s. Porém, novamente penalizado, agora com a queda de dois tambores, Edson José da Silva, montando Manolo, ficou com o tempo de 28,493 s, retirando, infelizmente, a possibilidade do estado estar entre os primeiros colocados.

Na classificação geral, o Paraná ficou com a décima colocação, certamente em função das penalidades cometidas em suas passadas. Como não poderia deixar de ser numa equipe tão aguerrida, após anunciado o resultado final, a coordenadora Marli Faria já manifestou o desejo de que na próxima Copa dos Estados no ano que vem, o Paraná venha ainda mais forte, lutando para conseguir esse título inédito para evidenciar a realidade do tambor e da baliza nesse estado brasileiro, considerado atualmente um dos mais desenvolvidos no cenário nacional.

Importante ressaltar o depoimento dos integrantes da equipe paranaense que, de maneira unânime, reconheceram a competência das outras equipes participantes do evento, comprovando o verdadeiro espírito esportivo que rege os praticantes dessas modalidades equestres em todo o nosso país, onde o tambor e a baliza se destacam por terem como base a família.

PERNAMBUCO

O estado de Pernambuco veio a São Paulo com seu coordenador Renato Mafra e os cavaleiros Joseildo João da Silva e José Carlos da Silva, este último já residente há algum tempo em terras paulistas. Tendo chegado no dia 17 de junho, também puderam usufruir dos ensinamentos da renomada treinadora americana Dena Kirkpatrick, cujo curso puderam assistir por cortesia da NBHA Brasil.

No primeiro dia de competição, o time pernambucano em sua primeira passada, contou com o cavaleiro Joseildo João montando La Chica Zorram conseguindo o tempo de 18,147 s, numa boa atuação. Após o rodízio, entrou em pista o segundo cavaleiro, José Carlos da Silva(Heia) que com o animal Manolo foi penalizado com a derrubada de três tambores marcando o tempo de 32,451 s, deixando para o dia seguinte a expectativa de melhores resultados a serem alcançados pelos habilidosos cavaleiros.

No dia seguinte, Pernambuco teria que tentar reverter o quadro, com resultados melhores que as passadas do dia anterior. Primeiro a entrar em pista, Joseildo João da Silva cravou 18,733 s montando o animal Doc Ta Fame, sendo que na sua vez José Carlos da Silva com Poka Coysa conseguiu o tempo de 18,445 s, deixando para o terceiro e último dia a tentativa de obtenção de passadas mais rápidas capazes de alçar o time para melhores colocações ao final do certame.

E chegado o terceiro e último “GO”, Pernambuco obteve sua melhor atuação com Joseildo João conseguindo o tempo de 17,330 s montando o animal Lancaster James e José Carlos da Silva conduzindo Cream Times FF alcançando 17,890 s, marcas que puderam comprovar a capacidade dos cavaleiros pernambucanos.

Na classificação final, o estado de Pernambuco ficou com a oitava colocação dentre os treze estados presentes, posição que segundo o coordenador Renato Mafra era satisfatória, pois o estado se ressentia da ausência de provas e de um circuito local permanente, capazes de fazer o estado retornar ao lugar de destaque que já havia ocupado no cenário nacional.

Para Renato Mafra, iniciativas como esta da Copa dos Estados, onde além da competição, se promovia o intercâmbio entre as realidades estaduais, irão funcionar como elementos de propulsão do tambor e da baliza em todos os estados participantes que, com certeza, na próxima edição do evento, farão de tudo para poder representar ainda melhor os seus estados, trazendo ainda maios qualidade e quantidade nas equipes estaduais do ano que vem.

PIAUÍ

Em sua primeira competição interestadual, o Piauí veio representando pelo coordenador José Albanir Linhares e os competidores Antonio José Ferreira de Souza e Francisco José Ferreira de Souza(Zezé), que apesar do sobrenome igual não são irmãos. Chegaram em São Paulo e imediatamente rumaram para o Haras Raphaela onde puderam aproveitar todo o curso da treinadora Dena Kirkpatrick, premiada treinadora vinda dos EUA, treinamento que consideraram de extrema valia, cujas vagas foram ofertadas gratuitamente pela NBHA Brasil para os participantes da Copa dos Estados.

No primeiro dia, em meio ao nervosismo e ansiedade inerentes à estréia em um evento desse porte, o time piauiense já demonstrou que estava pronto para competir em igualdade de condições com os demais estados presentes. O primeiro integrante, Antonio José com Cream Times FF cravou 18,282 s colocando o Piauí entre os melhores da primeira passada. Por sua vez, Francisco José – o Zezé – com o animal Shady Dash Fame Ek, não conseguiu uma passada rápida, abrindo demais nos tambores, marcando o tempo de 20,106 s..

No segundo dia, como o primeiro da equipe a entrar em pista, Antonio José conduzindo o cavalo Royal Flat, fez uma boa passada, infelizmente penalizada com a derrubada de um tambor, totalizando 22,531 s. Por sua vez, Francisco José – o Zezé – com o animal ST Rambla cravou 17,386 s, mantendo as esperanças da equipe para o dia seguinte.

No último dia, terceiro da competição, praticamente todos os estados mantinham a esperança de chegar entre os primeiros, sendo que esse rodíxio seria o decisivo para a classificação final. O cavaleiro Antonio José com o animal Brigalena Billy Boy cravou 18,459 s, enquanto que o Francisco José, por sua vez com o cavalo Reed Creek Times KRB cravou 18,962 s, tempos que deixaram a equipe piauiense dependente dos resultados dos outros estados para almejar uma boa colocação.

Após o encerramento da prova, em meio à ansiedade generalizada, a NBHA Brasil iniciou a cerimônia de premiação, sendo que no resultado geral da II Copa dos Estados, o Piauí alcançou a nona colocação geral, ficando a frente de estados com muita mais experiência como São Paulo e Paraná. Para José Albani Linhares, coordenador do estado, a equipe estava de parabéns, pois foi grande a dedicação e o interesse dos competidores pelo evento como um todo, participando do curso e também dando o máximo de si para que o Piauí estivesse entre os classificados.

SANTA CATARINA

A exemplo do Paraná, São Paulo e Pará, a equipe catarinense contava com cavaleiros experientes, com bagagem nacional e internacional, sendo representada pelos cavaleiros Matheus Machado e Ronaldi Godinho, comandados pelo coordenador Maurício Coelho Junior. Estiveram presentes no Haras Raphaela durante o curso da Dena Kirkpatrick e puderam, graças a iniciativa da NBHA Brasil, aprimorar seus conhecimentos nos três tambores.

O primeiro dia da competição entre os estados, não foi muito feliz para os hábeis competidores de Santa Catarina. Matheus Machado conduzindo Manolo foi penalizado com a derrubada de um tambor e ficou com o tempo de 22,835 s. Por sua vez, Ronaldi Godinho tendo como montaria o animal Doc Ta Fame conseguiu o tempo de 18,758 s, ficando a expectativa do time para as passadas do dia seguinte.

Na segundo dia da prova, a dupla catarinense fez bonito na pista do Haras Raphaela, ambos cravando tempos na casa dos dezessete segundos. Matheus Machado com Poka Coysa marcou 17,542 s e Ronaldi Godinho com Lancaster James marcou 17,573 s, colocando Santa Catarina entre os primeiros da classificação geral se computados os descartes.

O terceiro dia foi com certeza o mais nervoso do evento. Todos os estados presentes tinham chance de chegar nas primeiras colocações e os integrantes de cada equipe estavam ansiosos para entrar em pista. Os catarinenses, na sua vez, buscaram com esforço fazer boas passadas, sendo que Matheus Machado, o primeiro do time a entrar em pista, montando Cream Times FF conseguiu o tempo de 18,182 s. Ronaldi Godinho, já na segunda passada do rodízio, tina em suas mãos o animal Shady Dash Fame Ek e, com uma excelente condução, cravou o tempo de 17,656 s, mantendo vivas as esperanças do estado em conseguir uma boa classificação final.

O anúncio dos resultados finais da II Copa dos Estados reservou ao time de Santa Catarina a quarta colocação entre os treze estados participantes, demonstrando a capacidade e perícia dos competidores Matheus Machado e Ronaldi Godinho que tudo fizeram em pista para, com passadas rápidas, alcançar a melhor somatória possível para colocar seu estado entre os primeiros classificados. Para o coordenador da equipe, Maurício Coelho Junior, o resultado alcançado foi muito bom, ressaltando que além da classificação entre os cinco primeiros, a possibilidade de participação em um evento tão bem organizado e com a maioria dos estados brasileiros já era extremamente recompensador, garantindo a vinda de Santa Catarina nas próximas edições da competição.

SÃO PAULO

O estado anfitrião, berço e maior expoente do tambor brasileiro, teve como seu coordenador ninguém menos que o grande responsável pelo evento, o Presidente da NBHA Brasil Marcelo Delchiaro que entrou na pista junto com todas as delegações presentes. Os competidores selecionados foram William Antonio Medeiros Jr e Érika Eleotério Salin Ali que não só representaram seu estado na II Copa dos Estados, mas também participaram ativamente das outras provas realizadas no período no Haras Raphaela.

Sendo um dos favoritos ao título, o time paulista já começou o primeiro dia com a responsabilidade de fazer boas passadas que justificassem esse favoritismo. Primeiro a montar, William Medeiros Jr pegou o animal Lancaster James e com uma excelente tocada conseguiu marcar o tempo de 17,862 s. A segunda competidora Érika Salin Ali, por sua vez conduzindo Cream Times FF, cravou 18,142 s e como era de se esperar manteve São Paulo entre os primeiros colocados no primeiro “GO”.

No segundo dia, porém, o cavaleiro William Medeiros Jr realizou excelente passada com o animal Shady Dash Fame Ek cravando 17,217 segundos. Não teve a mesma sorte, a amazona Érika Salin Ali que conduzindo Royal Flat foi penalizada ao derrubar dois tambores registrando o tempo de 28,628 s.

As chances da equipe paulista estavam reservadas para uma boa performance no último dia, onde haveria o terceiro e decisivo rodízio para as passadas dos integrantes de todos os estados presentes. Novamente, William Medeiros jr realizou uma passada muito boa cravando 17,185 segundos com o animal ST Rambla, mantendo o esatdo paulista com chances de uma boa colocação. Infelizmente, Érika Salin Ali foi penalizada na condução do cavalo Brigalena Billy Boy, derrubando dois tambores e totalizando o tempo de 28,147 segundos, marca que tiraria do time paulista a possibilidade de almejar classificação entre os primeiros.

E outro não foi o resultado. Como havia sido penalizado em duas passadas de um de seus competidores, a somatória geral de São Paulo foi muito alta totalizando 80,691 segundos, deixando o estado na décima-segunda colocação, muito abaixo da expectativa inicial. Entretanto, na opinião de todos os competidores presentes, a equipe paulista foi briosa e aguerrida, defendendo com arrojo as cores do seu estado, só não galgando melhor classificação por conta das penalidades cometidas em passadas que não contaram com a sorte necessária em eventos dessa natureza. Para o coordenador Marcelo Delchiaro o importante era a participação de atletas paulistas em competições interestaduais desse porte, pois o intercâmbio e a experiência obtidas e transmitidas seriam de grande valia para todos os cavaleiros presentes, que mostraram totais condições de representarem muito bem os seus estados e quem sabe futuramente o Brasil em torneios internacionais.

TOCANTINS

O Tocantins veio a São Paulo representado pelos competidores Leandro Lopes Pereira e Rogério Romualdo Coelho Ciriaco. Como coordenador da equipe veio Vinicius Messias que como representante da NBHA no estado, foi um dos grandes entusiastas da vinda da equipe tocantina. Já no Haras Raphaela, os cavaleiros tocantinenses puderam aprender com a treinadora Dena krikpatrick as mais modernas técnicas dos três tambores, tirando bastante proveito do curso oferecido gratuitamente pela NBHA Brasil às delegações estaduais.

No primeiro dia de competição, Tocantins teve uma performance excelente, conseguindo uma somatória que o colocava entre os melhores do dia. Quem entrou primeiro em pista foi Leandro Lopes Pereira que cravou 18,048 s na égua Estrela Cody Moon. O segundo integrante da equipe a dar sua passada foi Rogério Romualdo que conduzindo La Chica Zorra conseguiu o excelente tempo de 17,310 s.

Com a boa atuação na estréia no dia anterior, a equipe do Tocantins iniciou o segundo dia do rodízio com o cavaleiro Leandro Pereira sendo penalizado com a derrubada de um tambor montando Manolo, conseguindo o tempo de 22,664 s. Na sua vez, Rogério Romualdo com Doc Ta Fame cravou o tempo de 18,354 segundos, deixando para o último dia a decisão sobre a chance dos tocantinenses.

O terceiro e decisivo dia foi repleto de emoções para todos os estados, pois as chances matemáticas indicavam que qualquer um poderia levar o almejado título de campeão. Na sua primeira passada, o Tocantins com Leandro Pereira conseguiu um bom tempo com 17,557 segundos conduzindo o animal Poka Coysa. Ao entrar em pista, o segundo integrante da equipe, Rogério Romualdo precisava andar na casa dos dezessete segundos para conquistar o título, o que não aconteceu pois o cavaleiro montando Lancaster James, por pura falta de sorte, acabou derrubando um tambor e sendo penalizado cravando o tempo de 22,366 s.

Ficou a expectativa para o anúncio da classificação final, sendo reservado ao estado do Tocantins o sétimo lugar dentre os treze estados presentes com a somatória final de 71,269 segundos a poucos milésimos dos classificados nos primeiros lugares. Essa colocação do Tocantins mostrou que o estado possui cavaleiros com habilidade e destreza capazes de levá-lo a colocações ainda melhores nos próximos eventos interestaduais que vierem a participar, pois caso não houvesse sido penalizado na sua última passada, com certeza, o Tocantins estaria comemorando um lugar entre os três primeiros da II Copa dos Estados.

A maior certeza entre todas as delegações presentes foi de que o evento superou todas as expectativas e a NBHA Brasil acabara de propiciar a todos os competidores ali presentes não só um excelente curso com a Dena Kirkpatrick, uma alimentação e hospedagem de primeiro nível e uma competição acirrada e leal com cavaleiros de grande capacidade técnica, mas sim uma inigualável oportunidade de todos os distritos NBHA poderem trocar experiências e promover com esse importante intercâmbio um estreitamento de relacionamento bastante benéfico para o desenvolvimento cada vez maior do tambor em nosso Brasil.

Luis Almeida
NBHA – Brazil